Políticas de Segurança Personalizadas com Azure Policy: Quando e Como Criar?

A gestão da segurança em ambientes em nuvem exige mais do que boas práticas, ela precisa ser automatizada, escalável e adaptável à realidade da sua organização.

E é exatamente isso que o Azure Policy entrega: uma forma de aplicar regras e garantir a conformidade em larga escala, sem depender de verificações manuais.

Mas afinal, quando criar políticas personalizadas? E como fazer isso da forma certa?

O que é o Azure Policy?

O Azure Policy é um serviço de governança do Azure que permite criar, atribuir e gerenciar políticas que impõem regras sobre os recursos da sua assinatura.

Essas políticas ajudam a garantir que os recursos estejam em conformidade com os padrões organizacionais e de segurança, evitando erros humanos e facilitando auditorias.

Exemplos de uso:

  • Restringir a criação de recursos em determinadas regiões
  • Exigir o uso de tags obrigatórias
  • Impedir a criação de máquinas virtuais públicas
  • Bloquear o uso de SKUs que não atendem a padrões de custo ou segurança

Quando usar políticas personalizadas?

O Azure já oferece diversas políticas prontas (built-in), mas existem situações em que a sua necessidade é específica demais.

Você deve criar uma política personalizada quando:

  • Nenhuma política padrão atende ao seu caso de uso
  • Precisa combinar diferentes condições e regras em uma única definição
  • Deseja aplicar validações específicas com base em metadados (tags, nomes, recursos pai)
  • Está implantando padrões de segurança baseados em frameworks como NIST, ISO 27001 ou CIS Benchmarks

Como criar uma política personalizada?

1. Entenda o que você precisa controlar

Antes de criar a política, defina claramente a regra que precisa ser aplicada. Exemplo: “Nenhum IP público pode ser associado a máquinas virtuais”.

2. Crie a definição de política

Você pode usar o portal do Azure, PowerShell, CLI ou ARM Templates. As políticas usam JSON para estruturar condições, efeitos e parâmetros.

Exemplo de efeito: deny, audit, modify, append.

3. Teste antes de aplicar

Use o modo audit para avaliar o impacto da política antes de bloquear operações com deny.

4. Atribua a política

A política pode ser atribuída a um grupo de gerenciamento, assinatura, grupo de recursos ou recurso individual.

5. Monitore a conformidade

O Azure Policy mostra um painel de conformidade, onde você pode visualizar quais recursos estão em conformidade e agir sobre os que não estão.

Dicas práticas

  • Comece pequeno: teste com um grupo de recursos antes de escalar.
  • Use parâmetros: isso torna suas políticas reutilizáveis e mais fáceis de manter.
  • Combine com o Defender for Cloud: isso garante uma visão integrada da sua postura de segurança.
  • Documente suas políticas: isso facilita auditorias e revisões de segurança.

Criar políticas personalizadas no Azure Policy é uma prática essencial para reforçar a segurança, manter conformidade e evitar falhas operacionais.

Com uma abordagem bem estruturada, você pode automatizar o cumprimento das regras de segurança, garantindo que seu ambiente esteja sempre alinhado com os padrões internos e regulatórios.

Você já usa Azure Policy no seu ambiente? Tem dúvidas sobre quando criar políticas personalizadas? Comente aqui ou envie uma mensagem — vamos conversar sobre boas práticas de governança no Azure.

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